Taurino Tropical


Entrada do gado Taurino na colonização do Brasil

Antes do descobrimento não existia nenhum tipo de gado bovino na América. Os animais vieram de diversas regiões da Península Ibérica.  Especificamente no Brasil, os primeiros animais que chegaram em 1.534 na capitania de São Vicente (SP), tinham origem basicamente de Portugal, oriundos de dois troncos genéticos, sendo eles o Bos Taurus Aquitanicos (amarelos) e o Bos Taurus Ibéricus (pintados e escuros). Essas diversas regiões da Península Ibérica, nas quais essas raças foram formadas, têm como características marcantes algumas variações bruscas de temperatura, com verões muito quentes e invernos muito frios e muitas destas raças nativas trouxeram em sua bagagem genética uma boa resistência à grandes variações de temperatura, fator este que muito ajudou em sua adaptação no novo mundo, principalmente nas zonas tropicais.

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CONHEÇA OS ANIMAIS


UMA EMPRESA PROFISSIONAL

Excelência em criação de gado TAURINO TROPICAL da raça CARACU. O compromisso da equipe do projeto Taurino Tropical com a qualidade do material ofertado não tem limites.A busca é constante por identificar e implementar procedimentos de avaliação que permitam o oferecimento ao mercado de animais cada vez melhores.

Motivação


A produção eficiente de carne de qualidade nos trópicos passa por um uso adequado das raças disponíveis em sistemas de cruzamento tecnicamente orientados. Com isso, podemos explorar as características desejáveis de cada raça e minimizar o impacto dos seus pontos fracos no sistema de produção, além de obter os ganhos com o aumento de vigor do animal cruzado.

As raças zebuínas, principalmente a Nelore, são reconhecidas pela sua adaptação aos trópicos, principalmente a tolerância ao calor e resistência ao carrapato. Porém tem temperamento mais bravio, que encarece as atividades de manejo, tem menor desempenho que as taurinas em sistemas intensificados e tem uma carne de qualidade inferior (mais dura, com menos marmoreio).

As raças taurinas tradicionais (de origem europeia) apresentam carne de qualidade e alto desempenho em sistemas intensificados, além de uma precocidade sexual superior, mas lhes falta tolerância ao calor e a resistência ao carrapato, que lhes permita desempenhar adequadamente nos trópicos. Isto se manifesta principalmente quando se quer produzir animais com maior percentagem de sangue taurino, quando se quer utilizar matrizes cruzadas na reprodução ou quando se deseja utilizar touros puros na monta natural.

A alternativa é um grupo de raças conhecidas por raças taurinas adaptadas. Raças de base taurina, que na sua formação tiveram um desafio que as levou a desenvolver adaptação às condições que imperam nos trópicos, seja o calor ou os parasitas. Dentre elas, o Caracu, uma raça brasileira, formada pelos animais trazidos por portugueses no período de colonização do país e moldada para viver e produzir nas condições do país.

A base do rebanho do Projeto Taurino Tropical são animais da raça Caracu, apesar do projeto permitir a introdução de um baixo percentual de material genético de outras raças. Essa introdução só ocorrerá de forma orientada e com intensa avaliação do material introduzido.

Objetivo


O objetivo da seleção do projeto CEIP Taurino Tropical é selecionar este plantel de animais taurinos para aumentar cada vez mais a sua produtividade, funcionalidade, fertilidade e precocidade. Com isso, fornecer animais, adequados para a realização do cruzamento com monta natural nos trópicos, com produtos de excelente desempenho e qualidade de carcaça que respondam à intensificação da produção, com matrizes cruzadas precoces, férteis e adaptadas para composição de um rebanho de cria lucrativo, enfim, com a produção eficiente de carne de qualidade nos trópicos.

Condução do Rebanho


Para facilitar o trabalho de seleção, com a identificação dos animais geneticamente superiores, o primeiro procedimento adotado na condução do rebanho é a estação de monta curta que vai de novembro a fevereiro. Isto faz os animais nascerem em um período curto, o que, juntamente com a divisão em lotes de manejo por idade, ajuda a diminuir as diferenças de ambiente entre os animais e facilitar a identificação das diferenças genéticas.

Outro ponto importante da condução do rebanho de matrizes é o descarte sistemático das fêmeas que não emprenham na estação. Isto auxilia em muito o desenvolvimento de um gado fértil, fator importante para aqueles que pretendem reter as fêmeas F1 produzidas no cruzamento. A taxa média de prenhes das vacas submetidas à monta está próxima de 80%, demonstrando que as condições de manejo são semelhantes aquelas dos produtores comerciais, sem nenhum luxo, para realmente representar um desafio de fertilidade para as matrizes.

Além disso, as novilhas são submetidas à primeira monta em média com 14 meses, para avaliar e selecionar para precocidade sexual. As taxas de prenhes das novilhas oscilam de 20% a 60% dependendo das condições ambientais fornecidas, mas sob condições normais ficam por volta de 40%. Novamente, indicando que o manejo adotado busca muito mais discriminar os animais quanto à precocidade do que promover o rebanho obtendo altas taxas de prenhes precoces com animais superalimentados.

Todas as novilhas e vacas são individualmente acasaladas, buscando produzir o animal menos consanguíneo e mais correto, em termos de desempenho, e submetidas à monta com lotes individuais de touro para garantir o conhecimento da paternidade e uma avaliação genética mais acurada do animal. Ao todo, são formados em média 40 lotes de matrizes, o que corresponde ao número de touros utilizados anualmente.

Avaliação de desempenho


Ao nascerem os animais do Projeto Taurino Tropical são individualmente identificados e associados à sua mãe e ao touro que cobriu a matriz na estação anterior (seu pai). Para acompanhar os impactos da seleção para aumento de peso sobre o tamanho do bezerro ao nascer e tomar providências quando forem necessárias, todos os bezerros tem a medida do perímetro torácico coletada ao nascer. Optou-se pela coleta do perímetro torácico do bezerro por se acreditar que esta medida esteja mais relacionada à dificuldade de parto que o peso ao nascer e por ser uma medida menos sujeita a influência do aleitamento e do tempo pós-parto no valor coletado.

O segundo momento de coleta de dados é por volta dos 120 dias. Por um lado temos o bezerro que só começa a se alimentar da pastagem por volta de 30 a 40 dias de vida, mesmo assim, o consumo inicial de capim é pequeno e cresce lentamente. Do outro lado temos a vaca de corte que, por não ser selecionada para leite, tem uma lactação curta e com baixa persistência. Isso torna o peso aos 120 dias à medida ideal para avaliar o efeito das diferenças de habilidade materna das vacas sobre o desenvolvimento de suas crias.

O fim da influência materna ocorre no desmame (240 dias), quando os animais são separados da mãe. Nesta fase os bezerros são novamente pesados para possibilitar a seleção de vacas que entregam um descendente de qualidade. Neste momento são coletadas mais duas medidas: o peso da vaca e o escore de condição corporal das vacas (1-6). O peso da vaca é importante, pois está ligado ao custo de manutenção da matriz e a demanda de pastagens, assim como a obtenção de medidas de produção por área como a relação de desmame (peso do bezerro/peso da vaca), mas também está ligado ao valor de mercado da vaca de descarte.

O escore de condição corporal da vaca também é avaliado ao desmame e é um indicador de adaptação e da capacidade de repetir cria da matriz, mas pode estar relacionado à menor produção de leite. Não se deseja uma matriz que, por falta de adaptação, por produção excessiva de leite, ou qualquer outro motivo, emagreça excessivamente a ponto de comprometer sua capacidade de emprenhar na estação de monta.

O terceiro momento de avaliação é aos 12 meses, que coincide com o final da seca e início das águas. A avaliação neste período permite identificar os animais que sofrem mais durante a seca, seja por falta de adaptação, seja porque desmamaram mais gordos, vindo de uma mãe com alta produção de leite. O que se quer são animais que tenham condições de manter ganhos satisfatórios em todas as fases.

Por outro lado, na hora de atribuir os percentis, que dão ideia do posicionamento dos animais na população, a referência são os animais que estão concluindo a avaliação naquele ano. Sendo assim o percentil do último animal a receber certificado é 20% ou algo próximo conforme o índice de emissão de certificados do programa for aumentado com autorização do MAPA. Dessa forma todos os animais avaliados são comparados com o material genético mais atual que são os animais que completaram a avaliação naquela safra.

Além das Deps para as características individuais, também é calculada uma Dep especial, que descreve o animal de uma forma global, ela é o índice do Programa Taurino Tropical. Atualmente o índice é definido por pesos relativos sendo dado 20% para o efeito direto do peso à desmama, que reflete a qualidade do bezerro produzido pelo touro Taurino Tropical, 10% para o total maternal ao desmame, que reflete a qualidade do bezerro que será produzido pela fêmea F1 filha do touro Taurino Tropical, 30% para o ganho pós-desmama, que avalia o desempenho na recria da genética dos filhos e netos dos touros do programa, mais 15% para a Dep do escore de tipo frigorífico, que mede a conformação da carcaça, 15% para a Dep de funcionalidade, que envolve a capacidade do animal viver, produzir e reproduzir nos trópicos e 10% para a Dep de perímetro escrotal, que avalia a precocidade dos animais.

De posse da avaliação e dos valores do índice Taurino Tropical, todos os animais são ordenados e são identificados aqueles com percentil dentro do que foi autorizado pelo MAPA para emissão de certificado. Destes animais, apenas aqueles que forem considerados livres de defeitos e aptos a venda como touros e matrizes efetivamente receberão o CEIP, sendo este mais um controle de qualidade para valorizar o CEIP Taurino Tropical e garantir bons resultados nas propriedades dos clientes de touros do projeto Taurino Tropical.

Outro fato importante é o rigor na escolha de touros para serem usados nas matrizes do programa. Em 2015, foram avaliados 518 machos, dos quais apenas 103 receberam CEIP, sendo que destes 103, apenas um grupo seleto de 19 tourinhos foi escolhido para ser usado no rebanho do projeto. Isto representa 3,7% dos animais avaliados, ou seja, uma forte pressão de seleção para assegurar que os tourinhos comercializados anualmente sejam cada vez melhores. Nesta safra, a média do Índice Taurino Tropical foi próxima de um, demonstrando que passados 10 anos desde a primeira safra, a média do programa corresponde ao que seria um animal Elite na primeira safra.

O Futuro


O compromisso da equipe do projeto Taurino Tropical com a qualidade do material ofertado não tem limites. A busca é constante por identificar e implementar procedimentos de avaliação que permitam o oferecimento ao mercado de animais cada vez melhores. Alguns projetos já se encontram em fase de implantação.

Um desses projetos é o uso das técnicas de FIV/TE para aumentar a oferta e a qualidade dos touros Taurino Tropical. Para isso, as matrizes do terço inferior do rebanho estão sendo utilizadas como receptoras e, ao invés de produzir um animal de pior qualidade e baixo índice de aproveitamento, estão carregando crias das melhores vacas do programa, identificadas pela avaliação genética superior combinada com o alto grau de aproveitamento de crias. Mais do que isso, um rebanho adicional de matrizes comerciais, está recebendo embriões dessas matrizes classificadas como doadoras, para aumentar a quantidade de animais produzidos.

O segundo projeto envolve o que há de mais moderno em termos de seleção para eficiência alimentar em bovinos de corte. Está sendo encomendada uma estrutura que permitirá avaliar o consumo e a eficiência alimentar, de forma automatizada, de 50% dos machos nascidos no programa. Isto permitirá a seleção também para eficiência alimentar, quesito de grande importância para aqueles que pretendem produzir animais cruzados para confinar e produzir novilhos precoces, já que o custo com alimentação é o fator mais importante da viabilidade econômica de um confinamento.

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Excelência em criação de gado TAURINO TROPICAL da raça CARACU.